Elias, a caminhada, a caverna e a voz de Deus.

por do sol

 

Depois de dias de luta com Jesabel e seus profetas, Elias chega ao clímax de sua fraqueza: o medo. Jesabel desperta no grande Profeta o que ele tinha de fraqueza. Todos nós temos as nossas de alguma maneira, em alguma área. Elias tinha o medo como grande inimigo. Quando ele estava debaixo da unção de Deus era destemido, mas passando os dias dela vem o medo e toma conta de Elias ao ouvir que Jesabel o mataria como ele fez aos profetas. Acuado, Elias deixa seu discípulo em Berseba e vai para o deserto. Deita embaixo do pé de zimbro e pede a Deus a morte.

No contexto, depois de três dias sem dormir, em oração e luta espiritual e natural, Elias está estressado, isto faz aumentar seu medo, não havia hormônios o bastante em seu cérebro para o ânimo, aliás, quase todo profeta na Bíblia tem labilidade de humor, suas mentes são brilhantes, proféticas, mas parecem de tem “fios desencapados”, ser profeta é paradoxal com a “normalidade” do contexto natural.

O Anjo: Toca duas vezes em Elias. Necessitamos quando estamos tão  fracos de uma interferência celestial para nos ajudar. Deus manda através do anjo pão assado sobre brasas e um jarro de água. Quando estamos próximos a sucumbir o socorro vem do céu. Pão era o próprio corpo de Cristo pré-encarnado ali. Brasas e Água é como o Espírito Santo se manisfesta a nós. Elias necessitava de brasa do Espírito: para queimar seus temores. Da água do Espírito:  para lavar, perdoar e continuar.

40 dias caminhando: Depois de comer (com insistência do anjo), Elias vê que não resta alternativa senão seguir uma caminhada do silêncio, do aprender, do estar sozinho consigo. Quantos temem estar sozinhos consigo mesmos no silêncio de Deus? Temos que caminhar na caça de nós mesmos, na busca de nossas fraquezas para sermos mais felizes, mais úteis. Deus fez a parte Dele – deu um alimento sobrenatural que sustentou o profeta no deserto por 40 dias. Mas o silêncio estava ali, a solidão invadia a alma de Elias, cada curva talvez uma lágrima de choro por si mesmo, por suas dores. Ele talvez se perguntasse: Onde está você profeta das grandes manifestações? Temos que entender que silêncio também é voz para Deus. Elias estava só, mas não sozinho. O Pão, a Brasa e a Água estavam ali. As pedras talvez machucassem seus pés, mas o fim do caminho para o monte seria de grandes frutos.

A caverna: A caverna no monte Horebe, mesmo lugar que Moisés também enfrentou sua fraqueza, a sarça que ardia. Moisés era cheio de insegurança, de rejeição pela família de Faraó. Elias era um fujão de medo, perfeccionista, orgulhoso em achar que somente ele servia a Deus em Israel. Nossos heróis desnudados perante Deus. Você fica decepcionado? Eu não! Acho muita coragem estes homens enfrentarem a si mesmos e deixar a Palavra os apresentar assim, porque eles se tornam humanos como nós, pecadores como nós, medrosos, ansiosos como nós, isto é, são humanos e não deuses. “Meus heróis morreram de overdose”, diz Cazuza; meus heróis não! Eles chegaram a mais profunda luta consigo mesmos: a caverna do ser, o lugar mais escondido de nós, onde nossas fraquezas encontram forças, é preciso ir lá, lá onde o alimento de nossas fraquezas adquire forças. Chegar lá com Deus, eis a grande vitória do ser humano, é o começo de sua vitória, depois da dor de existir vem o propósito de Ser, de Ser na face da terra um agente da paz de Deus, de achar o propósito para o qual nascemos.

A 1ª pergunta: A palavra de Deus veio a Ele. Do fundo da caverna costumam sair as perguntas de Deus. Que fazes aqui Elias? Será que este é o teu lugar? Será que este é o teu fim? Que fazes aqui? Deus nos respeita na caverna, ele sabe o que fazemos, mesmo assim pergunta. Como Deus é Sábio em Sua interferência. Ele não condena, Ele pergunta. Ele não castiga, Ele pergunta. Ele não repreende, Ele pergunta. A graça maravilhosa do amor ensina muito mais do que corrige, ele só corrige para ensinar e nunca por indignar-se conosco. Ele sabia que Elias estava ali pelo medo de Jezabel, pela amargura em achar que somente ele lutava as guerras do Senhor.

A grande questão é aprendermos na caverna para não mais passarmos por ela, mas fica para o próximo texto. Não deixe de ler, ainda tem muito, muito mais que ensina da trajetória do maior profeta da Palavra: Elias.

Paz do Deus de Elias.

Silvério Peres.

 

6 Responses

  1. selma de jesus alves says:

    aleluia eu estou tb passando pela caverna mais tenho certeza que assim como Deus esteve co Elias assim é comigo golóra a Deus doloroso e mas vai passar

  2. ESDRA SOUZA says:

    Uma jornada de conhecer quem sou eu.. kkk legal essa ideia de conhecer você mesmo conhecendo assim nosso grande Deus.
    Só conhecemos Deus quando nos conhecemos Uauá.

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