Porque Jesus e João Batista disseram: Raça de víboras, serpentes! Eles existem hoje?

Serpentes, raça de
víboras! como escapareis da condenação do inferno?Mateus 23:33

Dizia, pois, João à
multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou
a fugir da ira que está para vir?Lucas 3:7

Raça de víboras, como
podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no
coração, disso fala a boca.Mateus 12:34

E, vendo ele muitos
dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de
víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?Mateus 3:7

Porque Jesus e João Batista foram duros e enfáticos quanto a
este tipo de personalidade naqueles dias chamados de Fariseus e Mestres da Lei?
Será que eles existem hoje? Você já encontrou com algum?

Infelizmente existem muitos hoje, ou melhor, nossas Igrejas
estão cheias!

Vamos definir quem eram os Mestres da Lei e os Fariseus da
época:

Mestres da Lei: Eram estudiosos e alfabetizados – lembrando que
a população alfabetizada no mundo naquela época era em torno de 3%. Eles
ensinavam nas sinagogas e formavam discípulos. Conheciam o antigo testamento
(Torah) na sua forma histórica e da lei, mas desconheciam ou não praticavam o verdadeiro
espírito da lei de Moisés.

Fariseus: Era um partido político e religioso que aceitavam
o domínio romano pacificamente. Geralmente, a grande classe dominante e
sacerdotes e levitas, participavam da seita dos fariseus. Interpretavam a lei na
sua superfície, sem entender o espírito da lei, por isto ficaram sinônimos de
hipocrisia (aquele que fala, julga ou ensina o que não pratica).

Raça de víboras é exatamente o que eles necessitavam ouvir,
pois isto é o que eram! A hipocrisia deles chegou ao ponto de torna pior os
prosélitos (convertidos ao Judaísmo) do que eram antes de se converterem. Raças
de víboras são aqueles que interpretam a lei como querem, de acordo com seus
interesses, de acordo com o desempenho humano, sem dependência de Deus.
Seguem o que a lei diz na letra, na matemática, sem muito importar com a interpretação que Espírito
Santo der. Para eles a lei em si torna-se a palavra de Deus, mas não era a verdadeira
lei, mas sim como eles a interpretavam. O que Deus Pensa e Acha e Interpreta no
Kerigma (grego: revelação) não era buscado por eles e sim as suas tradições.

As conseqüências deste tipo de espírito têm visitado o
chamado “avivamento brasileiro.” Nosso evangelho hoje de púlpito distancia da
prática de Jesus. Os fins justificam os meios em muitas organizações e julgamentos
de pecados cometidos são totalmente equivocados. Mas o que mais estraga o
cristianismo perante os estão fora os que estão dentro da igreja é a corrosão
da Graça de Deus: Base da salvação e da teologia do Cristianismo. O ensino
errado da graça pode destruir o cristianismo relegando a uma religião qualquer,
que depende de preceitos humanos.

Nosso cristianismo necessita de uma Nova Reforma devido esta
falta de entendimento da graça. Nosso cristianismo hoje é mais baseado na
observância de uma lei velada. É um cristianismo mais parecido com a lei mosaica
do que com a Graça tão bem explicada no livro de Gálatas.

Sintomas mais corrosivos da interpretação farisaica: 1)
Dividem pecados mais sérios e pecados tolerados como: Separação conjugal é uma
aberração na igreja, mas dividir covardemente uma igreja criando outra com
parte dos membros é abrir uma “nova fonte” (qual será  mais sério e qual machucará mais o corpo de
Cristo, qual terá mais conseqüências para o coletivo). Assim vai: Pecados
financeiros (abusos) são tolerados, mas o homossexual sofre um terrível
preconceito em nosso meio como se fosse alguém sem condições de serem amados,
restaurados. 2) Julgam sem dó as falhas dos outros sem enxergar as próprias faltas.
Não enxergam como Deus: Pela lupa do amor, enxergam as pessoas pela lupa do
julgamento. A Graça que salvará a humanidade quando é misturada a força humana,
ao desempenho dos fariseus, ao esforço hipócrita, faz com que eles coam um
mosquito, mas deixam passar em seus julgamentos um camelo. OS PECADOS DAS
PESSOAS DEVEM SER TRATADOS PELO ESPÍRITO, NO AMADURECIMENTO COM O TEMPO, E NÃO
POR VOCÊ, FARISEU!

O estágio da igreja brasileira ainda está no nível dos
mestres da lei e dos fariseus, mas pode, se não pregarmos intensivamente a Graça, chegar ao grito dos sinceros
que não terão outra opção a falar senão como Jesus e João Batista: RAÇA DE
VÍBORAS! Pensem…
A paz do Verbo,
Pr. Silvério Peres.

6 Responses

  1. Marcelo Maciel says:

    Muito boa a palavra Pastor. Me lembrei do texto em:
    “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.” – Mateus 9:13
    Cristãos verdadeiros usam da MISERICÓRDIA ensinada por Jesus para ganhar o perdido. Será dessa forma, que as nossas igrejas crescerão. Não existirá mais as portas dos fundos nas igrejas por onde as pessoas saem e não voltam mais. As pessoas permanecem quando sentem amadas do jeito que elas são. Somente Deus (o Oleiro) poderá mudar a vida de alguém.
    Um grande abraço pastorzão, quero estar sempre contribuindo no blog.
    Pr. Marcelo – Araxá-MG

  2. Kaohany says:

    Parabéns! Muito interessante. Conforme 1Co 6.1-5 o julgamento é sim muitas vezes necessário e não sempre um pecado como se baseiam de maneira fora de contexto em Mateus 7.1… E o pior é que o mesmos que “julgam o julgamento” são os que julgam casos com julgamento temerário e sem um pingo de misericórdia. Cono quanto aos homossexuais por exemplo… Jesus nos convida a julgar tudo (atitudes) sob uma mesma “régua”, e nao julgar de maneira condenativa uns casos e fazer vista grossa pro que nos convém. Ser umfariseu hipócrita. Estuprando contextos bíblicos como a igreja brasileira vêm fazendo. Que possamos ter mais misericórdia, como Cristo nos convida, julgando as atitudes mas nao condenando pessoas, a condenação só cabe a Deus e a sua Palavra. Um abraço. ;)

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